(...)
Pensando bem sobre a minha pessoa, eu me pergunto:
“Para que nasci e por que sou diferente das pessoas em geral?” Vou explicar
isso a seguir.
Fundei
uma religião denominada Igreja Messiânica Mundial e estou me empenhando em
salvar a humanidade e construir um mundo feliz. O rápido desenvolvimento da
nossa Igreja também é uma exceção. E também é inédita uma religião como a
nossa, que cura radicalmente as doenças. Realmente, podemos considerá-la o
mistério do século. Observando-se apenas esse aspecto, verifica-se que aí deve
existir algo grandioso. Uma prova disso são as experiências de fé. Quando lemos
essas experiências pensando nas pessoas que foram salvas e na sua transbordante
gratidão e emoção, não conseguimos ler sem derramar lágrimas.
Mas
eu quero escrever sobre a minha pessoa de outro ângulo. Como falei
anteriormente, desde o meu nascimento até mais ou menos a meia-idade, eu era
uma pessoa comum, sem qualquer diferença em relação às demais. Após atingir a
meia-idade, perseguido por condições adversas, senti-me perdido no mundo,
tornando-me totalmente incrédulo, e por essa razão comecei a buscar a Fé.
Filiei-me à Religião Oomoto e, depois de considerável aprimoramento, consegui
apreender a essência de Deus.
Desde
épocas antigas dizem que, mesmo dedicando toda a sua vida a esse objetivo, é
impossível o homem atingir tal estado; entretanto, eu o consegui em curto
espaço de tempo, o que se pode considerar um fato inédito. A partir de então,
ao mesmo tempo em que, com renovado ardor, conscientizei-me da missão recebida
do Altíssimo, surgiram subseqüentes milagres. Com isso, minha incredulidade
desapareceu e minha maneira de pensar ampliou-se de forma surpreendente.
Tornei-me, no entanto, possuidor de um sentimento pequeno, limitado. Resumindo,
posso dizer que, se por um lado sou tímido, por outro lado sou audacioso. Meu
lado audacioso poderá ser identificado nas minhas aspirações e realizações
concretas; o lado tímido, na vergonha que eu sentia ao falar perante um grande
número de pessoas. Eu próprio achava isso estranho; hoje, já estou mais
habituado e consigo falar abertamente tudo aquilo que desejo.
Também sinto um
grande ódio contra as injustiças. Quanto mais injusta é uma pessoa, maior é
minha convicção: “Tenho de vencê-la de qualquer forma”. Como exemplo, há
quatorze anos venho lutando na Justiça com o problema de um terreno. Meu
contestante, tomado de impaciência, já me propôs solução amigável por três
vezes, mas, por ele não demonstrar nenhum arrependimento pelo que fez, rejeitei
sua proposta. Conseqüentemente, quem está em apuros agora é o juiz, que procura
uma solução amistosa. Outro exemplo: Certa vez entrei com uma ação judicial
contra um jornal de renome. Na ocasião, muitas pessoas me aconselharam a não
fazê-lo, pois a luta contra uma grande empresa jornalística poderia resultar em prejuízos. Mas eu
não cedi um passo sequer e, como deve ser do conhecimento de todos, batalhei
através do nosso Jornal Hikari. Se é por justiça, eu luto até mesmo contra o
mundo.
Discorri
acima sobre o meu ponto forte, mas também desejo falar sobre meus pontos
fracos. Quando alguém me pede ajuda, desde que esse pedido seja algo correto,
não consigo recusar. Também não consigo ficar indiferente ao ver uma pessoa boa
sofrendo. Em relação aos pontos errados do mundo, ao mesmo tempo que sinto
indignação, faço todo o empenho para que haja, o quanto antes, uma
transformação positiva. A prova disso é que, na ânsia de diminuir ao máximo os
sofrimentos do mundo, venho prevenindo constantemente a humanidade, sobretudo
apontando os erros da Medicina. Sempre senti prazer – como se fosse um “hobby”
– em procurar alegrar, ajudar, desejar felicidade e dar tranqüilidade e
esperança ao próximo. Isto acontece porque, de certa forma, o pensamento das
outras pessoas se reflete em mim e, quando elas expõem seus problemas e
sofrimentos, eu sofro também.
Estendi-me
um pouco nesse tema, mas agora vou entrar no assunto que me propus tratar.
A
minha missão torna-se clara ao se observar os diversos pontos em que meu
pensamento diverge do pensamento das outras pessoas. Atualmente caminhamos
voltados para a salvação da humanidade, mas nosso objetivo final é criar uma
Nova Civilização. Explicando de forma mais simples, a expressão “Nova
Civilização” refere-se a uma civilização espiritualista, alicerçada na
Religião, isto é, refere-se ao grande desenvolvimento da civilização religiosa
em relação à civilização material. Será a substituição da civilização material,
que está criando infelicidade, pela civilização religiosa, que gera felicidade;
será a implantação de uma religião poderosa, que saiba aproveitar ao máximo a
civilização material, cujo progresso é muito grande; será, também, a
transformação da Civilização do Mal na Civilização do Bem. Concretizado isso,
entrar-se-á numa Era de Ouro, de perfeita harmonia, consubstanciada na Verdade,
no Bem e no Belo, e surgirá um mundo paradisíaco, muito além da nossa
imaginação.
Embora
eu afirme o advento de um mundo paradisíaco, trata-se de uma tarefa árdua, já
que a humanidade veio alimentando esse ideal por longo tempo, mas ainda não
havia aparecido quem o realizasse. E a razão é o fator tempo. Entretanto, para
alegria de todos, finalmente chegou o momento tão esperado, e Deus, confiando
essa grande missão a um simples ser humano como eu, fez-me nascer neste mundo.
Por conseguinte, quem entendeu o fato acima não poderá de deixar de acreditar
na absoluta viabilidade da concretização do Paraíso Terrestre.
Não
tenho a mínima intenção de fazer propaganda da minha importância; basta que
tenham conhecimento da realidade da minha pessoa. Se, através disso, aumentar o
número de pessoas que acreditem na viabilidade da concretização do Paraíso
Terrestre, maior será a expansão do Grande Amor Divino e, conseqüentemente,
estará multiplicado o número de criaturas que serão salvas.
Como
vimos, está prestes a desaparecer o Mundo do Mal, e o alvorecer do Mundo do Bem
é uma realidade incontestável. Há milhares de anos Deus vinha preparando a
grande transição, para estabelecer esse Mundo Ideal. Podemos, portanto, dizer
que é um plano histórico, isto é, a profecia de Cristo “O Reino dos Céus está
próximo” e a sua advertência “Tem Fé e serás salvo”
referem-se a esse acontecimento. Assim, que vem a ser este Ensinamento senão o Evangelho do Paraíso?
referem-se a esse acontecimento. Assim, que vem a ser este Ensinamento senão o Evangelho do Paraíso?
“Era da Civilização
Religiosa, vol. 1 “ – (08/08/51)
“Era da Civilização
Religiosa, vol. 2 “ – (15/08/51)