segunda-feira, 30 de janeiro de 2012



(...) Pensando bem sobre a minha pessoa, eu me pergunto: “Para que nasci e por que sou diferente das pessoas em geral?” Vou explicar isso a seguir.
Fundei uma religião denominada Igreja Messiânica Mundial e estou me empenhando em salvar a humanidade e construir um mundo feliz. O rápido desenvolvimento da nossa Igreja também é uma exceção. E também é inédita uma religião como a nossa, que cura radicalmente as doenças. Realmente, podemos considerá-la o mistério do século. Observando-se apenas esse aspecto, verifica-se que aí deve existir algo grandioso. Uma prova disso são as experiências de fé. Quando lemos essas experiências pensando nas pessoas que foram salvas e na sua transbordante gratidão e emoção, não conseguimos ler sem derramar lágrimas.
Mas eu quero escrever sobre a minha pessoa de outro ângulo. Como falei anteriormente, desde o meu nascimento até mais ou menos a meia-idade, eu era uma pessoa comum, sem qualquer diferença em relação às demais. Após atingir a meia-idade, perseguido por condições adversas, senti-me perdido no mundo, tornando-me totalmente incrédulo, e por essa razão comecei a buscar a Fé. Filiei-me à Religião Oomoto e, depois de considerável aprimoramento, consegui apreender a essência de Deus.
Desde épocas antigas dizem que, mesmo dedicando toda a sua vida a esse objetivo, é impossível o homem atingir tal estado; entretanto, eu o consegui em curto espaço de tempo, o que se pode considerar um fato inédito. A partir de então, ao mesmo tempo em que, com renovado ardor, conscientizei-me da missão recebida do Altíssimo, surgiram subseqüentes milagres. Com isso, minha incredulidade desapareceu e minha maneira de pensar ampliou-se de forma surpreendente. Tornei-me, no entanto, possuidor de um sentimento pequeno, limitado. Resumindo, posso dizer que, se por um lado sou tímido, por outro lado sou audacioso. Meu lado audacioso poderá ser identificado nas minhas aspirações e realizações concretas; o lado tímido, na vergonha que eu sentia ao falar perante um grande número de pessoas. Eu próprio achava isso estranho; hoje, já estou mais habituado e consigo falar abertamente tudo aquilo que desejo.
Também sinto um grande ódio contra as injustiças. Quanto mais injusta é uma pessoa, maior é minha convicção: “Tenho de vencê-la de qualquer forma”. Como exemplo, há quatorze anos venho lutando na Justiça com o problema de um terreno. Meu contestante, tomado de impaciência, já me propôs solução amigável por três vezes, mas, por ele não demonstrar nenhum arrependimento pelo que fez, rejeitei sua proposta. Conseqüentemente, quem está em apuros agora é o juiz, que procura uma solução amistosa. Outro exemplo: Certa vez entrei com uma ação judicial contra um jornal de renome. Na ocasião, muitas pessoas me aconselharam a não fazê-lo, pois a luta contra uma grande empresa jornalística poderia resultar em prejuízos. Mas eu não cedi um passo sequer e, como deve ser do conhecimento de todos, batalhei através do nosso Jornal Hikari. Se é por justiça, eu luto até mesmo contra o mundo.
Discorri acima sobre o meu ponto forte, mas também desejo falar sobre meus pontos fracos. Quando alguém me pede ajuda, desde que esse pedido seja algo correto, não consigo recusar. Também não consigo ficar indiferente ao ver uma pessoa boa sofrendo. Em relação aos pontos errados do mundo, ao mesmo tempo que sinto indignação, faço todo o empenho para que haja, o quanto antes, uma transformação positiva. A prova disso é que, na ânsia de diminuir ao máximo os sofrimentos do mundo, venho prevenindo constantemente a humanidade, sobretudo apontando os erros da Medicina. Sempre senti prazer – como se fosse um “hobby” – em procurar alegrar, ajudar, desejar felicidade e dar tranqüilidade e esperança ao próximo. Isto acontece porque, de certa forma, o pensamento das outras pessoas se reflete em mim e, quando elas expõem seus problemas e sofrimentos, eu sofro também.
Estendi-me um pouco nesse tema, mas agora vou entrar no assunto que me propus tratar.
A minha missão torna-se clara ao se observar os diversos pontos em que meu pensamento diverge do pensamento das outras pessoas. Atualmente caminhamos voltados para a salvação da humanidade, mas nosso objetivo final é criar uma Nova Civilização. Explicando de forma mais simples, a expressão “Nova Civilização” refere-se a uma civilização espiritualista, alicerçada na Religião, isto é, refere-se ao grande desenvolvimento da civilização religiosa em relação à civilização material. Será a substituição da civilização material, que está criando infelicidade, pela civilização religiosa, que gera felicidade; será a implantação de uma religião poderosa, que saiba aproveitar ao máximo a civilização material, cujo progresso é muito grande; será, também, a transformação da Civilização do Mal na Civilização do Bem. Concretizado isso, entrar-se-á numa Era de Ouro, de perfeita harmonia, consubstanciada na Verdade, no Bem e no Belo, e surgirá um mundo paradisíaco, muito além da nossa imaginação.
Embora eu afirme o advento de um mundo paradisíaco, trata-se de uma tarefa árdua, já que a humanidade veio alimentando esse ideal por longo tempo, mas ainda não havia aparecido quem o realizasse. E a razão é o fator tempo. Entretanto, para alegria de todos, finalmente chegou o momento tão esperado, e Deus, confiando essa grande missão a um simples ser humano como eu, fez-me nascer neste mundo. Por conseguinte, quem entendeu o fato acima não poderá de deixar de acreditar na absoluta viabilidade da concretização do Paraíso Terrestre.
Não tenho a mínima intenção de fazer propaganda da minha importância; basta que tenham conhecimento da realidade da minha pessoa. Se, através disso, aumentar o número de pessoas que acreditem na viabilidade da concretização do Paraíso Terrestre, maior será a expansão do Grande Amor Divino e, conseqüentemente, estará multiplicado o número de criaturas que serão salvas.
Como vimos, está prestes a desaparecer o Mundo do Mal, e o alvorecer do Mundo do Bem é uma realidade incontestável. Há milhares de anos Deus vinha preparando a grande transição, para estabelecer esse Mundo Ideal. Podemos, portanto, dizer que é um plano histórico, isto é, a profecia de Cristo “O Reino dos Céus está próximo” e a sua advertência “Tem Fé e serás salvo”
referem-se a esse acontecimento. Assim, que vem a ser este Ensinamento senão o Evangelho do Paraíso?
“Era da Civilização Religiosa, vol. 1 “ – (08/08/51)
“Era da Civilização Religiosa, vol. 2 “ – (15/08/51)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

“Já passei por muitas atribulações. Houve momentos em que me vi sob águas escaldantes e, outras vezes, sobre tênues camadas de gelo.”


(...) Completar trinta e oito anos, para mim, foi também o meu segundo nascimento. A partir de então, inesperadamente, ingressei na vida religiosa e, pela primeira vez, soube da missão confiada a mim pelos Céus. Após tornar-me religioso, passei por grandes sofrimentos, mas, por outro lado, também tive grandes alegrias. Tal como diz o ditado: “A tristeza e a alegria vêm alternadamente”. Assim, consegui percorrer até aqui a minha vida. Naturalmente, consegui alcançar o estado de 'Kenshinjitsu' (Estado de Suprema Iluminação Espiritual), que Sakyamuni atingiu aos setenta e dois anos, e pude conhecer a existência de Deus e dos mundos Divino, Espiritual e Material, o significado fundamental da vida e da morte, a tendência do mundo no passado, presente e futuro, o significado da vida, etc. Minha alegria foi algo imensurável. Acho que foi bem maior que a alegria sentida por Dharma quando alcançou a Suprema Sabedoria, na noite em que reverenciou a lua cheia, após ficar sentado contra uma parede durante nove anos, oito meses e quinze dias.
É do conhecimento de todos que, em princípio, os fundadores de religiões, desde os tempos antigos, têm manifestado muitos milagres. Eu, também, cheguei aos dias de hoje vivendo uma vida religiosa de contínuos milagres, extremamente misteriosos e profundos. Entretanto, desejo ressaltar, em especial, que, de acordo com os dados, comparando-me aos fundadores das religiões que até hoje surgiram, eu sou muito diferente em todos os sentidos. Dentre eles, o ponto mais evidente é a inexistência de qualquer diferença entre mim e as pessoas comuns no que se refere à maneira de vida, e isto, as pessoas têm dito com freqüência. Dessa maneira, tenho sempre como princípio o senso comum, talvez por detestar as condutas excêntricas. Também creio que não há pessoa de caráter tão multilateral como eu; ninguém que, apesar de ser religioso, tenha tanto interesse por quase todas as coisas da vida, tais como Política, Economia, Arte, Educação, etc. Sinto que isso é realmente uma grande felicidade; portanto, é constante a minha gratidão a Deus. (...)
Coletânea Série Jikan vol. 9, Prefácio do livro “Caminho para a Luz” – (30/12/49)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

IMPORTÂNCIA DE CUMPRIR OS HORÁRIOS


QUEM NÃO CUMPRE SEUS COMPROMISSOS DE HORÁRIO
NÃO MERECE ATENÇÃO

Nos seus últimos anos de vida, Meishu-Sama mostrava-se muito intransigente com relação à horário. Aliás, ele era assim desde jovem. Por isso, se uma pessoa não cumprisse seus compromissos, Meishu-Sama dizia: “Essa pessoa não serve. Quem não cumpre seus compromissos é refugo de gente. É melhor não ter relacionamento muito profundo com esse tipo de pessoa”.

Uma pessoa da família

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O CASAL É UMA CÉLULA DO PARAÍSO

O CASAL É UMA CÉLULA DO PARAÍSO , ENTÃO A VALORIZAÇÃO DOS CASAIS É 
FUNDAMENTAL PARA UMA  RELAÇÃO DURADOURA.
MEISHU SAMA ERA ASSIM:

Quem não cuida bem da esposa não prospera



         Numa mesa redonda, Nidai-Sama disse: “Meishu-Sama sempre me leva ao sair.” Não era só quando Ele saia, mas os dois faziam juntos até a caminhada pelo jardim.
         Tanto no projeto do Museu de Arte de Hakone quanto no projeto do Templo Messiânico, como também por ocasião da compra de objetos de arte, na construção de jardins, nas vivificações florais, Meishu-Sama sempre acatava as opiniões de Nidai-Sama.
         Certa vez, Meishu-Sama disse: “Quem não cuida bem da esposa não prospera”, e Ele pôs isso em prática.
Um Servidor

VAMOS CUIDAR BEM DO CÔNJUGE POIS MEISHU SAMA  ERA ASSIM.........
ATÉ A PRÓXIMA!!!!

domingo, 15 de janeiro de 2012

POR UM NORDESTE DE LUZ 
    É BUSCAR O JOHREI DE MEISHU SAMA EM SUA CASA O SOLO SAGRADO.


NINGUÉM MINISTRA JOHREI MELHOR DO QUE EU


Certo dedicante, que se tornara fiel após ser curado de tuberculose, teve uma recaída e começou a expelir catarro misturado com sangue. Pensando que servir em tais condições de saúde só causaria transtornos, resolveu voltar para casa, e, certo dia, após ter recebido Johrei de Meishu-Sama, comunicou-lhe sua resolução. Meishu-Sama disse-lhe então: “O seu estado é realmente muito grave. Não é nada fácil. Mais saiba que ninguém ministra Johrei melhor do que eu. Naturalmente, se quiser pode voltar para sua casa, mas não tem vontade de permanecer aqui?”

Ouvindo tais palavras, essa pessoa tomou a seguinte resolução: “Seja como for, a minha vida foi salva por ele. Se eu não tiver mais cura, que posso fazer? Já que ele está se oferecendo, continuarei aqui servindo-o no que puder”. Assim, pediu permissão para continuar a servir Meishu-Sama e, daí por diante, foi obtendo grandes melhoras. Até hoje, continua servindo-o em perfeita saúde.

Meishu-Sama absolutamente não forçava ninguém a obedecer à sua vontade. Em suas palavras: “Se quiser, pode voltar para sua casa; contudo, também posso continuar a ministrar-lhe Johrei”, transparece o seu sentimento de benevolência. Ouvindo esse caso, fiquei profundamente comovido.

Shibutyo – (Um Dirigente do Templo – Filial)


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Meishu-Sama era praticante de seus Ensinamentos

BOA TARDE MEUS QUERIDOS,
  OLHA QUE MEISHU-SAMA ESTÁ NOS ORIENTANDO:

 Meishu-Sama era praticante de seus Ensinamentos


         Por volta de 1952, Meishu-Sama costumava dizer a seus servidores: “Façam redações. Se as fizerem, ficarão mais inteligentes. Vocês devem escrever principalmente sobre mim.”
         Assim, eu também resolvi redigir sobre a vida cotidiana de Meishu-Sama. Naquela ocasião, Ele me disse: Sem levar em consideração o fato de saber redigir bem ou não, todos vocês que servem perto de mim, têm o dever de transmitir aos fiéis a minha vida diária. Vocês precisam observar direito se realmente estou pondo em prática tudo o que digo ou ensino aos membros, e registrar tudo tal qual têm observado.”
Um Servidor

HOJE NOSSO DEVER ,É COLOCAR  EM AÇÃO O QUE ELE DEIXOU EM SUAS ESCRITURAS E MOSTRAMOS PARA A SOCIEDADE COMO MEISHU SAMA ERA E COM DEVEMOS SER PARA LEVARMOS UMA VIDA PARADISÍACA.
MUITO OBRIGADO E ATÉ A PRÓXIMA.

domingo, 1 de janeiro de 2012

MEISHU-SAMA ERA ASSIM.......


MINHA MANEIRA DE PENSAR

Tenho o costume de pensar profundamente sobre todas as coisas. Suponhamos que eu faça um projeto qualquer. A maioria das pessoas, quando elaboram um projeto, ficam ansiosas, querendo logo pô-lo em prática, e, mais do que isso, com a esperança de poderem contar com a ajuda da sorte e obterem resultados positivos. As coisas, porém, não ocorrem como elas esperavam e geralmente redundam em fracasso. Tais pessoas só pensam no sucesso, não levando em conta a possibilidade de fracasso, o que é muito perigoso. Eu, no entanto, faço o contrário. Desde o começo imagino o insucesso. Elaboro, também, um plano à parte, para quando isso acontecer. Assim, se o projeto falhar, o fato não me atinge muito; eu aguardo um pouco mais. Agindo dessa maneira, é fácil eu me recuperar, em caso de fracasso.
Em relação ao dinheiro, procedo do mesmo modo. Divido-o em três partes: se a primeira não der, começo a usar a segunda; caso esta ainda seja insuficiente, recorro à terceira. Seguindo esse método, a probabilidade de falta de recursos é mínima.
À primeira vista, parecerá perda de tempo fazer um planejamento muito detalhado, tomando todas as precauções para as eventualidades que possam surgir; contudo, se procedermos dessa forma, tudo correrá mais rapidamente, pois não haverá falhas. Fazendo como eu faço, não há desperdício de dinheiro, nem de tempo, nem de trabalho. Somando tudo isso, representa um inesperado e considerável lucro. Todos sabem que tenho planejado grandes empreendimentos, uns após outros, e os tenho executado sem qualquer preocupação; tudo sempre corre muito bem. Ainda que eu haja elaborado um plano detalhadamente e todos os preparativos estejam em ordem, não o ponho logo em prática; aguardo o tempo certo. Quando aparece uma boa oportunidade, começo a executá-lo com todo o empenho. Depois, é só esperar, sem pressa ou afobação. O homem nunca deve precipitar-se. Se o fizer, estará forçando a situação e, procedendo assim, nada dará certo. Pensando naqueles que fracassaram, vemos que, por sua pressa, todos eles, sem exceção, forçaram situações.
A propósito, lembro-me sempre da Segunda Guerra Mundial. No início, as coisas corriam bem, e por esse motivo os japoneses ficaram orgulhosos, vaidosos; mesmo quando tudo mudou, eles pensaram que não era nada e forçaram a situação. Como se mantiveram nessa atitude, o resultado foi aquele triste fim. Naquela época, senti que, com tanta afobação, as autoridades fatalmente nos levariam a perder tudo, mas silenciei, pois não podia comentar esse meu pensamento com ninguém. Se, desde o começo, tivessem considerado a hipótese da derrota, o resultado não teria sido tão desastroso, por isso foi grande a minha decepção. Obviamente, o fato ocorreu devido à falta de planejamento por parte das autoridades competentes.
Quando as pessoas me observam, às vezes me acham apressado; outras vezes, calmo e despreocupado. À primeira vista, é natural que elas fiquem confusas. Tudo se deve, logicamente, à grande proteção de Deus, mas todos se espantam pela maneira rápida com que as minhas obras são executadas. Poderão compreendê-lo melhor atentando para a incrível rapidez com que se processa a expansão da nossa Igreja.
Desejo, agora, chamar atenção para a necessidade de uma mudança na mentalidade do homem. Existem pessoas que se concentram num único trabalho, sem descanso; muitas vezes, entretanto, não conseguem ser eficientes. Isso acontece porque elas acabam entediadas, saturadas, mas ficam agüentando e insistindo no trabalho. Esse procedimento não é certo. Nessas ocasiões, o melhor é parar um pouco e até mesmo procurar uma recreação, a fim de espairecer a mente. Muitos pintores dizem que, quando não se sentem inspirados ou quando estão sem vontade, não pegam de modo algum no pincel. Na minha opinião, é uma atitude bastante sensata. Até certo ponto, a liberdade pode gerar muito mais eficiência. Nesse sentido, não gosto de ficar preso a uma só tarefa; estou sempre mudando de uma para outra. Agindo dessa forma, sinto-me mais disposto, trabalho com satisfação e minha cabeça funciona melhor. Pode acontecer, no entanto, de acordo com a situação de cada um, que essa recomendação seja impraticável. Por isso, conhecendo bem o princípio que acabo de expor e procedendo de acordo com as possibilidades e circunstâncias do momento, a pessoa terá um grande proveito. É isso que estou tentando ensinar.
25 de junho de 1952 (Alicerce do Paraíso - Volume único)