terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Meishu- sama não gostava de lamentações e tristezas


Não gostava de lamentações e tristezas


         Meishu-Sama         detestava terminantemente a melancolia, esse era o seu caráter. Sempre que eu ou os demais dedicantes, sem percebermos, ficávamos pensativos e com a fisionomia deprimida, Meishu-Sama dizia: “Por que estão com essa cara? O nosso lar é paradisíaco, portanto, devem manter uma fisionomia alegre.”
         Às vezes, por motivos particulares, eu queria ir a Nagoya, mas relutava. Essa atitude, presumo eu, transparecia na minha fisionomia  e então, notando-a, Meishu-Sama me perguntava:
-         Há alguma coisa que a preocupa?
-         É que gostaria de ir a Nagoya.
-         Se é isso, não precisa ficar preocupada. Se quiser ir, vá, respondia-me bondosamente.
Meishu-Sama era uma pessoa maravilhosa, jamais negava quando dizíamos que queríamos fazer algo. Às vezes, os dedicantes eram repreendidos mas, quando respondiam: “Compreendi. Doravante, tomarei mais cuidado”, Ele afirmava: “Se entendeu, está bem” – e, rindo, retirava-se serenamente.
         Por outro lado, os dedicantes sempre diziam que mesmo quando Meishu-Sama lhes chamava a atenção, Ele encerrava o assunto rindo, por isso, aquele clima de seriedade logo desaparecia.



         Eu também passei por tal experiência uma ou duas vezes mas, realmente, Meishu-Sama finalizava o assunto de forma tranqüila. Ele detestava lamentações e tristezas.
         Uma vez em que tomávamos a refeição juntos, Ele me disse o seguinte: “Kimi, dentro em breve, vou ser rei de algum lugar”. Então, perguntei: “É verdade?”, e Ele me disse brincando: “É, sim. Como você é a irmã mais velha de minha esposa, vou lhe providenciar duas ou três damas de companhia.” Ele era uma pessoa que gostava sempre de uma atmosfera alegre.
Um Familiar

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